A empresa Dafra apresentou na última terça-feira (21) uma
linha com três modelos de bikes elétricas. A procura por este tipo de veículo
aumentou e, para o vice-presidente da Dafra, Francisco Stefanelli, este
crescimento deve-se ao público dos grandes centros urbanos que hoje busca novas
formas de mobilidade.
O preço da DB0 será mais acessível e o modelo terá maior
autonomia. A fabricante afirma que será possível percorrer até 42 quilômetros
com apenas uma carga na bateria. A outra bike, chamada de DBL, será mais leve,
por isso é indicada para quem quer se deslocar na cidade com mais facilidade.
A DBL tem quadro em alumínio e roda até 35 quilômetros com
uma carga. As duas bicicletas têm o sistema que seleciona o nível de facilidade
da pedalada, sendo possível utilizar apenas o motor elétrico em alguns casos.
Outra vantagem destes dois modelos é o baixo consumo de energia, que é similar
a um abajur, de acordo com a marca.
A DB0 é uma opção cujo principal diferencial é o fato de ser
dobrável, o que facilita seu transporte de um lugar a outro, podendo ser
colocada no porta-malas do carro, como exemplifica Stefanelli.
O modelo possui três marchas e um sensor no pedal que
mensura a assistência necessária do motor elétrico para o ciclista. Desta
forma, a bateria é utilizada de forma mais inteligente. Com bateria de lítio, o
consumo de energia deste modelo também é baixo.
“Estamos criando uma nova unidade de negócios direcionada ao
segmento de bicicletas elétricas, pois acreditamos na expansão desse setor no
país. Estudos mostram que, nos próximos anos, a venda de veículos elétricos
motorizados de duas rodas vai superar a de veículos elétricos de quatro rodas.
E as e-bikes devem dominar esse segmento, com 56%, superando as motos, com 43%,
e os scooters, com 1%.”, afirmou Stefanelli ao Carros iG.
Os modelos DBX e a DBL têm previsão de chegarem às
concessionárias na próxima semana. Elas custarão R$ 1.990 e R$ 2.490,
respectivamente. O modelo DB0 será comercializado, a partir de setembro, apenas
nas lojas Polishop.
........... seja
qual for a forma de aquisição, é necessário definir qual será o processo
renovador utilizado. Temos três possibilidades:
REFORMA: Processo pelo qual a bicicleta voltará a rodar.
Para tanto, toda e qualquer adaptação ou utilização de peças modernas é válida
e aceita. A repintura pode ser feita com qualquer tipo de tinta em qualquer cor
sem restrições;
RECUPERAÇÃO: Aqui começa o compromisso com a originalidade.
A substituição de peças por tecnologias diferentes, não é aceita. Se for
necessária a substituição de um componente, o novo deve ser de preferência
idêntico em tecnologia, forma e acabamento em relação ao original. A repintura
deve sempre que possível conservar a cor original.
RESTAURAÇÃO: É um processo difícil e demorado, pois só são
aceitos componentes de época. Um simples cubo fabricado posteriormente, mesmo
que idêntico em tecnologia, forma e acabamento, descaracteriza a restauração. A
repintura deve obrigatoriamente utilizar a mesma cor original e o mesmo tipo de
tinta que se usava no modelo original.
Definido o processo, deveremos localizar a bicicleta em
marca, modelo, espaço e tempo. Muitas vezes, a marca está visível. Quando o
fabricante ainda existe, tudo fica mais fácil, pois podemos eventualmente
contar com a ajuda do respectivo serviço de atendimento ao consumidor no
processo de identificação e datação.
Selim inglês da marca Brooks
As dificuldades começam porém, quando não existem marcas ou
ainda a marca identificada pertence a um fabricante que deixou de existir.
A identificação e datação, devem ser feitas sempre antes da
desmontagem da bicicleta. A primeira providência, é fotografar a bicicleta. Se
você só puder fazer uma única foto, prefira uma lateral direita, que é o lado
da corrente e da coroa.
Idealmente, faça três fotografias: uma lateral direita, uma
lateral esquerda e uma em perspectiva panorâmica.
Seja observador e não despreze nenhum detalhe, se algum
detalhe chamar a atenção, fotografe-o tão perto quanto sua máquina permitir.
Selins são importantes elementos de reconhecimento. As
coroas também, visto que era prática comum no passado os fabricantes terem
modelos exclusivos de desenho de coroas.
Suporte de farol
Outro componente importante que pode auxiliar na
identificação, é o suporte de farol, uma chapa em “L” que muitos fabricantes
moldavam com padrões específicos.
Quadros antigos na quase totalidade, eram “cachimbados”,
isto é, utilizavam uma técnica construtiva onde a junção entre os tubos era
soldada a conexões trabalhadas (os cachimbos, ou “lugs”, em inglês).
Os cachimbos muitas vezes tinham desenhos extremamente
artísticos e rebuscados. Se for o caso de sua bicicleta, tente fotografar
também os cachimbos com o maior detalhamento possível.
Procure anotar toda e qualquer inscrição que possa encontrar
em qualquer parte da bicicleta. As mais comuns são:
- Número de Série: A maioria dos fabricantes grava o número
do quadro na parte inferior da caixa de centro (a parte do quadro onde é
montado o eixo central dos pedais).
A numeração é feita com punções de letras e números que ao
serem martelados contra a superfície metálica, marcam-na em baixo relevo.
Se sua bicicleta tiver um número desse tipo, cole sobre ele
uma etiqueta auto adesiva branca e esfregue grafite de lápis na etiqueta. Dessa
forma, o número será decalcado na etiqueta. Remova a etiqueta cuidadosamente,
cole-a num papel e guarde numa pasta. Daqui pra frente, toda a documentação que
puder ser obtida, bem como as fotografias, serão guardadas nessa pasta;
- Marcas em peças: Observe atentamente os cubos, pedais,
pedivelas, coroas, alavancas de freios, guidão, âncoras de freios, aros etc.
Se possuírem marcas ou inscrições em baixo relevo,
decalque-as com a mesma técnica que foi adotada com o número de série. Algumas
inscirções, só poderão ser decalcadas após a desmontagem. Deixe o decalque
delas para depois, mas não se esqueça de executá-lo;
BRASÕES: Muitos fabricantes no passado, além do letreiro com
o marca pintado ou adesivado, utilizavam ainda um brasão rebitado na parte
frontal da caixa de direção. Alguns brasões eram pintados sobre a chapa, outros
eram em relevo. Se forem do segundo tipo, também podem e devem ser decalcados.
Com toda a documentação em mãos, podemos iniciar o processo
de identificação/datação. O primeiro passo, é procurar dados do fabricante na
Internet através de um site de busca. Para fazer tal busca, utilize sempre uma
palavra além do nome da bicicleta.
Exemplificando: A bicicleta é uma Goodyear, pesquise no
Google as palavras goodyear bicicleta, para tentarmos achar algum material em
português ou espanhol. A seguir, tente goodyear bicycle para obter resultados
em inglês. A palavra “vintage” também é útil num site de busca, pois é o termo
que os norte-americanos usam para denominar antigüidades.
Na primeira etapa, não despreze um site por mais irrelevante
que pareça ser a informação obtida. Registre todos os sites visitados nos
“Favoritos” do seu browser. Ao final deste texto, você tem uma relação dos
sites mais importantes que tratam de bicicletas antigas. Se possível, imprima
todas as informações que conseguir obter sobre a marca/modelo e coloque na pasta.
Encontrando ou não informações na Internet, uma das fontes
mais importantes de informações sobre bicicletas antigas, ainda é a memória
popular. Não tenha receio de perguntar para pessoas mais velhas. Não confie na
sua memória. Tudo que ouvir, anote e coloque na pasta. Na primeira etapa, todas
as informações são importantes. Visite bicicletarias antigas e tradicionais.
Torne-se amigo dos proprietários e diga a eles qual é a marca da bicicleta que
você está restaurando. Mostre as fotos, pois muitas vezes a foto vai trazer
memórias à tona e você só tem a lucrar com as informações obtidas. Deixe seu
nome e telefone nessas bicicletarias, pois muitas vezes, após algum tempo você
é surpreendido com um telefonema de algum bicicleteiro que ao fazer uma faxina
na bicicletaria encontrou peças que você pode precisar.
DICAS PARA COMPRA
Se você resolver comprar uma bicicleta antiga de
alguém desconhecido, dê preferência a uma bicicleta bem conservada. O
inconveniente maior de uma bicicleta bem conservada, é que ela fatalmente
custará mais caro. Mas não faça loucuras. Por melhor que seja o estado geral,
você terá de gastar dinheiro na restauração e quanto menos pagar por ela, menor
será o gasto final. Controle a emoção se você encontrar uma bicicleta que
procurava há muito tempo. Como se diz, “não dê bandeira”. Um vendedor mal
intencionado ao perceber sua emoção, pode resolver aumentar o preço.
Infelizmente em nosso país existe a falsa idéia de que preservação,
colecionismo e antigüidades são hobbies de milionários.
Esse
é o Ridekick , um reboque elétrico projetado para empurrar bicicletas até 30,5
quilômetros por hora.
O reboque tem o potencial para estender a praticidade do
uso da bicicletas como meio de transporte principal, como o Ridekick fornece
espaço para transporte de mercadorias. Será que os dias de sacolas de supermercado
balançando em nossos guidões acabaram?
Bicicletas elétricas podem ser muito caras, no entanto, além
de seus motores e baterias as tornam pesadas e desajeitadas quando sua
característica elétrica auxiliar não estiver sendo usada. É aí que o Ridekick
... cai bem, ele disponibiliza um
suporte tipo gancho que pode ser acoplado no eixo traseiro de qualquer
bicicleta, empurrando-a a uma velocidade de até 30,5 km / h, por cerca de 19 km
por carga. Quando você quiser voltar a pedalar, é só desconectá-lo e ir embora.
Esta distancia pode parecer pouca, mas uma vez que este é o
primeiro reboque elétrico disponível comercialmente, o potencial para
desenvolver o projeto existe, sem dúvida.
A velocidade pode ser controlada por um microprocessador que
possui vários níveis de velocidade que pode ser calibrado ao gosto do ciclista.
Sua bateria de chumbo ácido de 24volts e
leva de 4 a 6 horas para ser carregada.
Como se não bastasse, o reboque ainda tem espaço para carga
extra, de modo que serve mais do que apenas um reboque para o motor e a
bateria. Sua capacidade máxima é de 42 litros de carga, e sua tampa pode ser
trancada por um sistema de combinação numérica. O reboque pesa cerca de 20 kg
sem carga.
O Ridekick pode ser comprado nos EUA por U$699,00 dólares, e
pode ser visto em ação no vídeo abaixo.
Oregistro Nacional de bicicletas diz que milhares de
bicicletas são roubadas todos os dias nos Estados Unidos, estimando um custo de
cerca de EUA $ 200 milhões por ano. Uma bicicleta roubada pode levar centenas
ou milhares de dólares do seu bolso, deixá-lo sem um meio de transporte e se
transformar em uma experiência frustrante deixando-o irritado. O “SpyBike
Covert Bike GPS Tracker” protege você contra roubo e ainda rastreia sua
bicicleta.
Eles estão por toda parte, e não há como negar que os
ladrões de bicicleta são espertos, pessoas determinadas. Mesmo que você
acorrente a sua bike, os ladrões têm uma maneira de cortar, erguer, martelar,
etc...
Desde que você não seja um ladrão profissional, é difícil
proteger sua moto de todos as formas de roubo possíveis, e sua bike poderia ser
roubada, mesmo que você faça todo esforço para trancá-la de forma segura. As
chances de você conseguir a bicicleta de volta são pequenas, e você pode não
vê-la novamente, mesmo que a polícia a polícia a recupere.
O SpyBike GPS tracker lhe dá uma opção de defesa. Você
bloqueia sua bike, e, se um ladrão levá-la, você tem um meio de recuperá-la. O
dispositivo é montado dentro do Head Set, onde ele fica escondido. Você usa uma
chave especial para ativar o dispositivo, por isso não é facilmente removido.
Caso a bike seja roubada antes de ativar o sistema, é só
enviar uma mensagem SMS para o sistema e um sensor de movimento inicia o rastreamento,
que lhe envia uma mensagem SMS de alerta para o seu celular e começa a fazer
upload das coordenadas e enviando para um programa on-line que é acessado pelo
celular e em tempo real informa o local exato onde se encontra a magrela e possivelmente
o infeliz do ladrão!
O
serviço de monitoramento é livre, mas os usuários têm para equipar o sistema
com um chip para celular pré-pago onde será cobrado somente o uso da internet
pela operadora para acessar o programa.
Você pode configurá-lo
para a operadora que oferece a melhor cobertura em sua área para garantir que
ele irá funcionar quando você precisar dele.
O
SpyBike funciona com
uma bateria de íons de lítio recarregável. O fabricante diz que a bateria pode
passar meses sem ser recarregada, quando a bateria estiver acabando o sistema
irá enviar uma mensagem SMS quando a bateria precisa ser recarregada.
Infelizmente o SpyBike tem algumas limitações. Porque
depende de GPS, o dispositivo irá parar de funcionar eficazmente se a sua bike
é levada dentro ou em qualquer lugar onde há uma visão clara do céu.
Ter um sistema de rastreamento escondido e manter-se
atualizado sobre a localização da bike certamente aumenta suas chances de
recuperá-la. O sistema Spybike é suficiente para que os ladrões não possam
pensar em verificar, bastante difícil de remover e não será capaz de apenas
retirá-lo ou quebrá-lo. O recurso de ativação remota é uma inclusão inteligente
que mantém o dispositivo ativo, mesmo se você não tem o chaveiro de ativação ou
se a sua bicicleta é roubada à força.
O SpyBike começa a ser comercializado nos E.U.A, no valor de
$ 153,58. O vídeo a seguir mostra como ele funciona em um cenário de roubo.
Aquantidade
de viajantes de bicicleta no Brasil está explodindo. E com boas razões. Viagens
de bike são sensacionais, porque convidam à contemplação e apreciação mais
íntima dos lugares, mostrando muitas coisas que passam batidas em viagens de
carro. Além disso, os cicloturistas são gente sociável, especial, legal, culta,
divertida, bonita e simpática, que sabe apreciar os prazeres simples da vida –
e também os complexos.
É claro que dizer isso não tem absolutamente nada a ver com
o fato de eu fazer viagens de bike Mas um sinal positivo de que a cultura está
evoluindo é ser recebido numa cidade do interior com festinha, votos de
boas-vindas e convite para beber junto, como aconteceu conosco recentemente. A
explicação é simples:as pessoas adoram cicloviajantes porque eles simbolizam o
espírito de liberdade, busca espiritual e aventura.
O que nos traz ao assunto deste artigo. Aventura é boa, mas
com moderação. Toda atividade especializada requer estudo e preparação, e
pedalar por aí não é diferente. Não fique deslumbrado com as histórias heróicas
de quem atravessou o continente inteiro com uma bicicleta velha sem pedais e
sem um puto no bolso, contando só com a bondade alheia. Não vai ser o seu caso;
é um caso especial. Não é o exemplo a seguir; você não precisa viver isso.
Ao falar de preparação, não digo especificamente da mecânica
da bicicleta, assunto que sozinho pede muitos outros artigos. O tema aqui é um
certo método e procedimento para fazer a viagem com o máximo de prazer e o
mínimo de incômodo. No caso limite, esse saber fazer representa a diferença
entre voltar a casa conforme o planejado e simplesmente não voltar. Perrengues
sempre acontecem, mas uma coisa é um perrengue causado por um evento
surpreendente e imprevisto, e outra coisa muito diferente é um perrengue
causado por imprudência ou esquecimento. É na intenção de prevenir este segundo
tipo de perrengue, e em certos casos, também um pouco do primeiro tipo, que
existe esta série de dicas de viagem. Não precisa concordar e seguir todas
elas, mas cada uma tem seu embasamento e precisa ao menos ser considerada.
Segurança
pessoal.
Sua segurança pessoal é o mais importante. Todo o resto deve
curvar-se a esse princípio.
Cada membro de um grupo de viagem deve ter suas próprias
ferramentas, itens de segurança e provisões. Nada de filar coisas dos outros.
Autonomia é segurança
Não se arrisque à toa. Pedalando em grupo, você precisa
assumir muito menos riscos na pilotagem do que o que é normalmente confortável
para você. Não é só para não se machucar, mas também para não estragar a viagem
dos amigos. Assim como não é legal pedalar com alguém mal-humorado, não é legal
pedalar com candidatos a suicida. Histórias fabulosas de capotes animalescos
descendo a serra a milhão rendem histórias engraçadas para contar e alguma
habilidade nova para pilotar, mas não compensam a aflição e o transtorno
causados aos seus companheiros.
Ande com algum dinheiro trocado. Não fique dependente do
caixa eletrônico da próxima cidade que pode estar ainda bem longe. Coisas como
travessias do mar em canoas demandam dinheiro na mão.
Suprimentos.
Mesmo contando com a compra de mantimentos no caminho, leve
comida de emergência sempre, e muito mais água do que você acha que vai beber.
Se algo que deu errado tomar seu tempo e o supermercado da vila fechar, não tem
perdão
Caramanhola serve para espantar cachorros. Água de beber
mesmo vai no CamelBak (bolsa de hidratação), que tem capacidade muito maior.
Compre o seu, em vez de ficar sem água no meio do percurso e beber a do
companheiro
Sua salvação no final de um dia ruim pode estar num par de
PowerBars insossas e um CamelBak de água morna pela metade. Não comer nada ao
pedalar não traz a sensação esperada de fome, e sim uma sensação de cansaço,
confusão e mau humor, que você simplesmente não associa à falta de nutrientes.
Você sofre à toa e ainda põe a culpa na estrada, ou nos seus pobres
companheiros que inventaram de pegar aquela subida
Desidratação não avisa quando está chegando, só depois. Por
isso, beba água antes de chegar a sentir sede. Acostume-se a dar um gole a cada
10 minutos. Encha ao máximo o CamelBak e as garrafinhas em todas as paradas com
água limpa.
Vestuário.
Use camisa de manga comprida nos dias de sol sem nuvens.
Parece contraditório, mas isso é muito melhor para os braços, que são a parte
que mais queima
Camisas cobertas de logos para quê? Você não é atleta, não
precisa fazer propaganda de ninguém. Toda loja de bike vende camisas lisas,
discretas e elegantes. Camiseta de futebol ou de corrida também servem
Camiseta de algodão, nunca. Encharca, não refresca, suja e
fede. Camisetas sintéticas leves, além de não terem esses problemas, você pode
lavar em qualquer pia de posto de gasolina e logo estará seca, ou pode sair
usando ainda úmida nos dias mais quentes
Prefira usar uma bermuda de gente comum, mais discreta, por
cima da bermuda acolchoada de ciclismo, que é confortável mas esquisita em
paragens urbanas
Se for acampar, um truque legal contra os pernilongos é
pedalar com uma calça de ciclismo comprida (legging) e não tirar para dormir. A
barraca normalmente barra os bichos, também. Tem que saber armá-la rapidamente
Leve e use o protetor solar. Cuidado especial com a área
atrás do pescoço, nariz e orelhas
Se o sol pegar forte, coloque a sua toalha por cima dos
ombros e costas
Leve também um chapéu de aba larga, pois quando o sol frita
sua cabeça e rosto por horas a fio, o capacete não é a melhor solução. O melhor
chapéu é o de algodão com abas largas, que pode ser dobrado e guardado em
qualquer lugar
Óculos escuros sempre. Para quem não usa óculos de grau, um
transparente para tempo nublado bloqueia insetos e pedrinhas voando nos olhos
Para evitar assaduras, leve uma bisnaguinha de Chamois
Butt’r, produto à venda em bike shops.
Equipamento.
Cicloturismo propriamente dito é feito com barraca,
isolante, sleeping bag, saco estanque (à prova d’água), uma toalha do tipo
esportivo que fica bem pequena dobrada, jogo de ferramentas de bike completo,
lanterna de cabeça de LED, kit de primeiros socorros e um corta-vento
impermeável num local acessível da tralha. Tudo isso vai amarrado com tensores
elásticos (aranhas) na garupa e dentro do alforje
Não pretende pernoitar? Mesmo assim, ainda precisa do
bagageiro, alforjes e saco estanque
O que vai no saco estanque: muda de roupa, os documentos,
câmera, celular e todas as outras coisas que não podem molhar
Também é necessário levar um saco hermético ZipLoc contendo
um frasco de sabonete líquido e outro de shampoo com condicionador, mais a escova
e pasta de dentes, um barbeador simples e um espelhinho. Lenços úmidos ajudam
numa parada para almoçar em que você não quer tomar banho na pia do restaurante
antes de sentar à mesa.
A tralha devidamente presa no bagageiro.
Dentro de outro saco hermético vão as pilhas reserva para o
farol, a lanterna e a luz de cabeça. Podem ser recarregáveis de NiMH ou
alcalinas sem uso.
Um saco comum de supermercado deve partir vazio para você
colocar todo o lixo gerado durante o pedal, como embalagens de comida. Não deixe
rastros que não sejam dos seus pneus
Mochila é para o CamelBak e no máximo um lanche etc. Tem que
ser leve. Coisas pesadas – roupa, ferramentas, barraca – vão no alforje. Se
contar apenas com a mochila, você vai se arrepender depressa, e bem antes disso
os seus ombros e costas vão reclamar bastante
A toalha, o corta-vento impermeável e o saco estanque você
acha em casas de camping e produtos para esportes de aventura.
Aproveite e pegue também alguns mosquetões, aqueles anéis de
alumínio que podem ser usados para tudo: prendedores, chaveiros etc.
Faça uma pedalada de teste do alforje antes da viagem.
Sempre precisa ajustar a instalação para o calcanhar não bater, tiras soltas
não enroscarem na roda etc. Ter que fazer isso em plena viagem é terrível. Se
puder, faça um pedal antes da viagem com ele carregado, ainda que seja
parcialmente, como treino.
Furos de pneus são o incômodo mais comum em qualquer saída
de bicicleta. A maioria dos furos pode ser evitada. Primeiramente, os pneus
devem estar bem calibrados; quando fora da pressão recomendada, eles furam mais
fácil. Segundamente, os pneus devem obrigatoriamente ser dotados da fita
antifuro, uma espécie de manchão de plástico resistente que dá a volta em todo
o pneu, protegendo a câmara. A eficácia da fita é extraordinária, não se
percebe que está instalada ao rodar, e nem dá para reclamar do preço.
Cuidados extras com os pneus.
Beira de estrada é fatal com sujeira perigosa, especialmente
cacos de vidro e lascas de metal que você nem sequer enxerga quando está na
bike. A mesma precaução vale na cidade
Na bolsa de ferramentas TEM que ter duas câmaras de ar
zeradas para cada bicicleta, a fim de não obrigar a arriscar um remendo no
escuro em local perigoso e embaixo de chuva, que é uma situação terrível, mas
evitável
Também é indispensável um kit de reparo de pneus, vendido
pronto nas bike shops, que consiste em remendos, cola, espátulas plásticas e
uma lixa. Remendar furos toma bastante tempo, que você poderá não ter na
ocasião. Por isso, o kit só será usado para consertar furos quando as câmaras
reservas já estiverem em uso. Saiba como se aplica um remendo. Mais uma vez,
não conte incondicionalmente com a ajuda do companheiro
Sua bomba de ar será do tipo miniatura, com um cilindro de
alumínio estreito e não um de plástico largo, porque cansa menos e atinge
pressões mais altas. O modelo da Topeak é caro mas impecável. Saiba “sentir”
com os dedos quando a pressão do pneu está boa
Sabe abrir e fechar uma corrente de bicicleta? Hora de
aprender. Não tem ainda a multiferramenta? Esperando o quê?
Mantenha a corrente bem lubrificada.
Leve um tubinho de lubrificante para a corrente. Você
certamente vai precisar
Luzes de sinalização são obrigatórias. Motorista em estrada
com neblina ou chuva simplesmente não enxerga a tempo um ciclista sem luz; pior
ainda com chuva
Geografia
Estude bem o mapa antes da trip, aprenda os nomes dos
lugares e as distâncias entre eles. Confira os locais bons para descansar. Tome
nota da altitude a subir ou descer. Tudo isso é fácil de verificar no Google
Maps ou Google Earth.
Busque usar as estradas locais e secundárias em vez das
rodovias movimentadas
Imprima um mapa da viagem a partir do Google Maps, ponha o
papel dentro de um saco hermético ZipLoc e leve consigo. Ou então, se vai
carregar a câmera digital na viagem, ponha dentro dela o mapa em JPEG – ou
fotografe diretamente o monitor do PC.
Durante a viagem, até certo ponto você pode substituir o
diário escrito pela sua câmera, simplesmente fotografando o local onde está. A
hora da captura fica gravada junto com a foto, o que é bem útil para o
levantamento do trajeto posterior à viagem. Melhor ainda com um GPS para
assinalar cada ponto
Até mesmo as leituras do odômetro da bike podem ser
registradas em fotos, em vez de anotadas em papéis que a próxima chuva podem
estragar.
Leve uma bússola básica pequena, que pode até ser de
chaveiro. Nem sempre vai dar para achar a direção pelas estrelas, e as
bucólicas estradas interioranas dão muitas voltas e podem desorientar.
Rotina de viagem.
Programa bom: acordar cedo, pegar a estrada às 8h, dar uma
pausa entre 11h e 14h para almoçar evitando o pior do sol, voltar a pedalar até
as 19h, escolher o local para dormir – pousada, acampamento etc.
Evite a todo custo ser pego pelo cair da noite, nem em local
ermo nem em local transitado. Não pegue rodovia com a bike no escuro; nunca dá
para contar com a boa visão nem com o bom senso dos motoristas, em particular à
noite.
Encher a cara na madruga não rola. Não é verdade que no dia
seguinte vai dar para compensar.
A chuva não vai parar você, mas vai tirar muita velocidade.
Mais um motivo para não querer planejar cada perna da viagem comprida demais.
Varia muito de acordo com a topografia do lugar, mas entre 40 km e 70 km por
dia é suficiente para cobrir uma boa distância aproveitando o percurso.
Tenha sempre um “plano B” para contornar a perda de tempo
causada pelos imprevistos.
Interação humana.
O grupo não deve ter muita gente, ao menos se todos os
membros não se conhecerem bem. Quanto menos gente, mais ágil e mais fácil de
coordenar.
O nível de esforço do pedal precisa ser compatível com todo
mundo. Sempre há a chance de uma só pessoa ser mais lenta que as demais e isso
vai causar paradas e atrasos além do planejado, irritando os mais rápidos. A
pessoa mais lenta vai ficar constrangida, sentindo-se pressionada pelo grupo, e
terminará desmotivada para futuras viagens.
Problemas também acontecem com quem é mais rápido. Se a
pessoa não estiver de acordo com seguir um ritmo mais relaxado que o seu, vai
se entediar e se irritar. Mas ela tem que entender que cicloviagem não é treino
nem competição.
Em grupos grandes, a diferença de ritmo vira um fator de
risco, devido à facilidade de os lentos e rápidos se desgarrarem uns dos
outros. Quando alguém no meio ou atrás no grupo sofre um acidente ou falha
mecânica, os que gostam de correr na frente só ficam sabendo depois e perdem a
oportunidade de ajudar
Coisas como distâncias e horários devem ser combinadas entre
todos de antemão e por consenso para evitar irritações durante a viagem. Cada
um deve se comprometer com a agenda que todos estabeleceram.
Evite ao máximo os atritos com motoristas na estrada. Dê
passagem, mesmo que pela lei de trânsito eles devessem dar. Uma estrada
estreita perdida num local completamente estranho, percorrida por motoristas
que você nunca mais vai ver novamente, não é lugar para praticar ideologia.
Manobre de forma previsível, permitindo sempre que o
motorista perceba sua intenção.
As pessoas do interior em geral gostam de ajudar os
viajantes de bike. Puxe conversa, informe-se, aprenda dicas, troque histórias,
faça amizades e aproveite a viagem!
Vídeo produzido para uma campanha da WWF mostra que utilizando a bicicleta você ajuda o planeta.
Poupe Energia
O vídeo mostra o desperdício energético comum em muitas casas e apresenta soluções para melhorar a conservação e o uso racional da energia. (Campanha Europeia de Energia)
A companhia
“Schwinn” foi fundada por “Ignaz Schwinn” e “Arnold Adolph” em Chicago em 1895. Chegando da
Alemanha, Arnold Schwinn havia deixado seu emprego como gerente da fábrica de
bicicletas “Kleyer”, situada em Frankfurt no ano de 1891, com ideias para uma
bicicleta mais segura, uma bicicleta com duas rodas de igual tamanho, que era
bastante diferente das de "alta roda como chamavam as Penny Farthing
", bicicletas populares em 1880. Arnold Schwinn acumulou experiência na fábrica Kleyer desenvolvendo
projetos, mas percebeu que havia graves obstáculos para o avanço de sua
carreira na companhia Kleyer.Sendo assim, ele decidiu que Chicago seria o seu destino.
Chicago
era o maior centro de fabricação de bicicletas no auge da "era
dourada" do ciclismo em 1890. Após a sua chegada na América, Schwinn
rapidamente encontrou trabalho com a Companhia de Produção Ciclo Hill e subiu
rapidamente para o nível de gerente de fábrica. Ele manteve em segredo sua
ideia que revolucionaria o comercio de bicicletas, enquanto ele procurava
tempo, lugar e dinheiro para lançar um negócio próprio. Isso ele encontrou com a colaboração de outro imigrante de
sucesso alemão, Adolf Arnold. Arnold era dono de uma fábrica de embalagem de
carne e era proprietário de parte de um banco local. De acordo com Pridmore e
Hurd, Arnold investiu 75.000 dólares no empreendimento, e Arnold Schwinn
ofereceu sua experiência. Assim Arnold, Schwinn & Co. nasceram em 1895. E até hoje a Schwin fabrica bicicletas de qualidade e com toda tecnologia!!
Tendo
trabalhado em duas fábricas de bicicletas e em uma série de lojas do ramo, a
experiência Schwinn veio durante um dos maiores períodos evolutivos em
tecnologia de bicicleta. Ele viu em primeira mão o desenvolvimento da roda
acionada por corrente e rodas de igual tamanho. Ele viu a "roda-alta"
(Penny Farthing) ficando para traz, e viu como pneumáticos (câmaras de ar)
tomaram o lugar da borracha maciça usada na época, oferecendo um passeio muito
mais suave. Schwinn também reconheceu a oportunidade de converter a roda alta £
60 com rodas de 48 a 60 polegadas de diâmetro para uma 25 com rodas de igual
tamanho, "chamada então bicicleta de segurança, pois eram frequentes os
acidentes com as Penny Farthing, por serem desconfortáveis e de difícil controle, por se sentar bem em
cima da roda dianteira".
E até hoje são fabricadas com toda tecnologia e segurança!